O básico bem feito nunca esteve tão em alta
- 24 de abr.
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Atualizado: 27 de abr.
É uma ilusão pensar que todas as ações/campanhas/promoções devem, como premissas, serem revolucionárias ao ponto de querermos sempre largar na frente e provocar movimentos disruptivos. A isso atrelamos competição por inovação, premiação ou meramente uma vontade isolada de autoafirmação? A certeza que temos é que o mercado é um tacho enorme de constantes interrogações, dúvidas, oportunidades e vontades dos públicos, dos investidores e do grande ecossistema que o mantem ativo.
O consumidor nunca prezou tanto para algo que o acolha, que o permita pertencer a essas entregas, no menor e mais óbvio detalhe possível. É daqui que a sustentação do "fazer bem feito, entregar bem, relacionar bem, acolher bem, tem o seu real valor". Esse valor é para aqueles que buscam engajamento, conversão e bons negócios de forma duradoura. É do acolhimento (palavrinha que adoro no varejo e acredito muito no seu potencial), que alimentamos uma mudança de rota enorme quando entendemos o real sentido no poder de sua transformação, isso pelo fato de querermos sempre ser tratados bem, do lado de quem quer consumir e de quem quer ofertar. A isso, temos o varejo como grande protagonista.
Não custa sorrir, não custa tratar bem, não custa ser cordial. Aliás, o que custa é o mau atendimento, o mau humor, a equipe desmotivada, a loja fria, ausência de estoque, a ambientação fraca, a falta de informação, a comunicação equivocada, o não escutar o público, o não "tropicalizar" a operação, o querer impor movimentos por decisões meramente unilaterais, sem entender o mercado e tantos outros movimentos que ele tem a dizer diariamente.

Estamos em uma crescente constante para um consumidor carente, implorando por ser ouvido, acolhido, participativo. Espertos serão aqueles e aquelas que entenderem que o básico bem feito, nunca esteve tão em alta e na moda. E para quem pensa que isso é passageiro, interessante rever os conceitos e prioridades.




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